
O jornalismo esportivo brasileiro se despede de um grande personagem. Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morreu nesta quarta-feira (28), aos 70 anos. Comentarista da Rádio Gaúcha, Guerrinha ficou marcado pela versatilidade, carisma e frases de efeito. Ele estava internado no Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre, devido a uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.
Suas tiradas preencheram as ondas do rádio nos últimos 27 anos e as redações por quase cinco décadas. As sentenças certeiras saíam com tamanha facilidade que fazia parecer que era um homem de rádio.
Guerrinha deixa a mulher, Kathia, as filhas Michelle e Karine e três netos: João Vitor, Manoela e Eduarda.
Guerrinha trabalhava no Grupo RBS, afiliado da Globo, há 43 anos e construiu uma trajetória de mais de cinco décadas na imprensa. Comentarista da Rádio Gaúcha, ele era a principal atração do programa 'Sala de Redação', um dos debates esportivos mais tradicionais do estado. Ao longo da carreira, também trabalhou em jornais e TV.
Formado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Guerrinha começou a carreira nos anos 1970. Inicialmente, acompanhou as corridas de cavalos no Hipódromo do Cristal e trabalhou nos jornais 'Folha da Manhã' e 'Correio do Povo'.
A transição, aliás, aproximou Guerrinha do futebol e ampliou sua presença na imprensa gaúcha. Em 1999, ele estreou no rádio ao lado do ex-jogador Paulo Roberto Falcão no programa 'Falcão na Gaúcha'.
Ele, inclusive, também ficou marcado por muitas frases de efeito, que viraram bordões nas transmissões esportivas. "Não dá pra servir farofa em restaurante com ventilador de teto" ou "Não pode querer ir pra guerra com secador de cabelo", dizia Guerrinha ao tentar ilustrar uma solução para algo fora do contexto.
