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Ministra visita obra apoiada pela Itaipu para acolhimento de mulheres com dependência química

Nova ala feminina da Comunidade Terapêutica Sagrada Família, em Foz do Iguaçu, irá ampliar o atendimento gratuito na região da Tríplice Fronteira

Nelio Sander
Por: Nelio Sander
23/04/2026 às 17h13
Ministra visita obra apoiada pela Itaipu para acolhimento de mulheres com dependência química
Foto: Divulgação

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, visitou nesta quarta-feira (22) a Comunidade Terapêutica Sagrada Família, em Foz do Iguaçu, para acompanhar o andamento das obras de construção da ala feminina da instituição, projeto viabilizado por meio de convênio com a Itaipu Binacional.

A ministra foi recebida pelo diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni, pelo diretor-superintendente do Itaipu Parquetec, Irineu Colombo, e pela diretora administrativo-financeira do Itaipu Parquetec, Clerione Herther. Durante a visita, Márcia Lopes percorreu as instalações, conversou com profissionais de saúde, representantes da instituição e mulheres beneficiadas pelo programa.

“A nova estrutura representa um avanço no atendimento à saúde feminina na região, que carece de serviços residenciais de reabilitação para mulheres dependentes químicas. Essa falta resulta em encaminhamentos para outras cidades, dificultando o fortalecimento dos vínculos familiares durante o tratamento”, destaca Carboni. 

Quando concluída, a ala terá capacidade para acolher até 60 mulheres entre 18 e 59 anos, incluindo gestantes, lactantes e mães com recém-nascidos, contando com berçário.

O projeto faz parte do convênio "Ressignificando Vidas", firmado entre a Itaipu e a Comunidade Sagrada Família, com vigência de 36 meses e valor total de R$ 10,2 milhões, sendo R$ 8,1 milhões destinados às obras da ala feminina e R$ 2,1milhões ao custeio do atendimento da ala masculina, já em funcionamento.

Sobre a Comunidade Sagrada Família 

Fundada em 2008, a Comunidade Sagrada Família é a única entidade de Foz do Iguaçu devidamente certificada e em conformidade com as normas e portarias da área da saúde para atuação nessa modalidade. Atualmente, a instituição mantém 40 vagas masculinas em regime residencial, com tratamento gratuito de no mínimo nove meses que inclui atendimento psicológico e social, laborterapia, grupos terapêuticos, reinserção social e apoio às famílias. Mensalmente, cerca de 60 pessoas são atendidas direta ou indiretamente pela organização.

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