
O poderoso Erling Haaland foi neutralizado neste sábado, em Miami, e viu do outro lado seu ex-companheiro do Borussia Dortmund brilhar. O artilheiro da vez foi Jude Bellingham, que mostrou novamente que tem estrela com a camisa da Inglaterra.
Na prorrogação, a seleção britânica venceu de virada por 2 a 1 e garantiu presença na semifinal da Copa do Mundo da FIFA 2026 . Eles agora ficam à espera do vencedor do duelo entre Argentina e Suíça , neste sábado à noite, em Kansas City, nos Estados Unidos.
A Noruega, do seu lado, se despede com a melhor campanha de sua história e jovens jogadores para fazer companhia ao capitão Martin Odegaard e Haaland, que teve espaço para fazer apenas duas finalizações, ambas de cabeça, nesta partida de despedida. Com tanto talento, hoje em dia, é provável que o país tenha de esperar mais 28 anos para jogar o Mundial.
Para os escandinavos, a dinâmica da partida foi bem diferente do triunfo histórico sobre o Brasil, nas oitavas. Dessa vez eles desempenharam o papel de tempo precavido, deixando a Inglaterra flertar com 70% de posse de bola ao longo de todo o primeiro tempo.
Eles se posicionaram com um 4-5-1 bastante recuado, pouco pressionado pela articulação britânica. Para tentar abrir espaços, o tempo de Thomas Tuchel manteve suas duas pontas bem abertas no campo: Noni Madueke de um lado e Anthony Gordon do outro. Eles tinham volume ofensivo, mas não conseguiram se infiltrar na retranca.
Só foi após uma paralisação para hidratação que a Noruega se soltou em campo, buscando incomodar a saída de bola inglesa. Esse mínimo esforço foi o suficiente para desestabilizar o jogo inglês. E aí contava muito a presença de Erling Haaland, que ainda havia tocado na bola, mas incomodava somente por sua presença física.
Nestes poucos minutos, a turma de Haaland conseguiu mais posse e, numa jogada inspirada de Schjelderup, abriu o placar com um tiraço do jovem atacante em jogo individual pela ponta esquerda. Quer dizer: é uma equipe perigosa de diferentes formas.
O gol, porém, não desestabilizou a seleção inglesa. Nos acréscimos, recuperando a bola após um chute do goleiro Orjan Nyland, Elliot fez boa armação pela esquerda e acionou Gordon. Num estalo, o ligeirinho ponta curta para o centro e notou na hora a entrega de Bellingham, a meia que está toda hora pisando na área. Com controle expepcional, o ídolo inglês limpou o jogo e chutou cruzado para empatar.
Pelo que fez no segundo tempo, a impressão é que a Noruega talvez estivesse guardando energias. Sua postura foi bem diferente na volta do intervalo, marcando muito mais no campo inglês, especialmente após a entrada dos velozes Oscar Bobb e Antonio Nusa após uma paralisação.
A posse de bola inglesa foi desintegrando-se gradativamente, e, os 20 minutos finais, a iniciativa passou a ser praticamente todos os escandinavos por um intervalo de 20 minutos. A Inglaterra liderou susto em algumas investidas dos jovens Bobb e Nusa, mas, de qualquer forma, se segurou bem e voltou a marcar presença nos minutos finais, com Bukayo Saka botando pressão pela direita.
No início da prorrogação, a Inglaterra sustentou esse ímpeto e conseguiu uma virada com Bellingham aproveitando rebote do goleiro Nyland, após chute de longa distância de Morgan Rogers. Seu sétimo gol nas Copas do Mundo colocou os ingleses na semifinal.
