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Câmara solicita esclarecimentos sobre fila de espera para neuropediatria e psiquiatria infantil

Requerimento também questiona situação de profissionais, vagas e medidas para reduzir demora no atendimento

Nelio Sander
Por: Nelio Sander
11/05/2026 às 13h06
Câmara solicita esclarecimentos sobre fila de espera para neuropediatria e psiquiatria infantil
Foto: Christian Rizzi - CMFI

Inúmeros relatos e apelos de mães, pais e profissionais das áreas da saúde e educação apontam um cenário preocupante na rede municipal de Foz do Iguaçu: a longa fila de espera por consultas com neuropediatras e psiquiatras infantis . Diante da situação, o Requerimento nº 251/2026 , de autoria da vereadora Yasmin Hachem (PT), solicita informações oficiais sobre a demanda reprimida nessas especialidades e sobre o funcionamento do Centro Especializado de Reabilitação (CER IV) e do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). O documento foi encaminhado ao prefeito e aguarda resposta.

Entre os questionamentos apresentados pela parlamentar estão a existência de um cronograma ou plano de metas da Secretaria Municipal de Saúde para reduzir as filas de espera e o número atual de crianças de 0 a 2 anos aguardando consultas nas especialidades de neuropediatria e psiquiatria infantil.

“Hoje, as crianças enfrentam uma situação muito grave no município por conta das filas de espera para atendimento com especialistas. E, mesmo após conseguirem um diagnóstico, ainda precisam aguardar anos para iniciar terapias e tratamentos” , afirmou Yasmin Hachem.

Na justificativa do requerimento, a vereadora destaca que a intervenção precoce é determinante para o desenvolvimento infantil e pode representar a diferença entre autonomia e dependência no futuro. Segundo ela, a demora no acesso a diagnósticos de crianças neurodivergentes (como com TEA, por exemplo), acompanhamento e terapias pode gerar prejuízos irreparáveis no desenvolvimento cognitivo, escolar e social das crianças.
 
O requerimento também solicita informações sobre a quantidade de profissionais atuando na rede pública municipal, incluindo unidades próprias, o CER IV e instituições conveniadas. Caso haja déficit de atendimento, o documento questiona se existem vagas abertas, processos seletivos em andamento ou editais vigentes para contratação de especialistas.

Além disso, a parlamentar pede esclarecimentos sobre a existência de mutirões, planos emergenciais ou outras estratégias para acelerar os atendimentos e reduzir o tempo de espera das famílias.

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