
O prefeito Daniel Pereira Mujica, juntamente com o senador Rubén Velázquez, participou de uma sessão de trabalho na sede da Receita Federal do Brasil em Foz do Iguaçu, como parte da agenda binacional focada na prevenção do tráfico de pessoas e na proteção de crianças e adolescentes na região fronteiriça.
Como parte dessa cooperação, um programa piloto de controles preventivos foi realizado na Ponte da Amizade, com o apoio do Conselho Paraguaio da Infância (CODENI). Durante a operação, diversos veículos foram impedidos de prosseguir após irregularidades detectadas na identificação de menores, evidenciando a necessidade de fortalecer os mecanismos de controle.
A sessão também contou com a participação de representantes do Ministério da Infância e Adolescência, bem como de diversas instituições paraguaias e brasileiras, reforçando a abordagem integral para a proteção de populações vulneráveis.
Em seu discurso, o prefeito destacou a preocupação gerada pelos dados compartilhados pelas autoridades brasileiras. “Quando nos reunimos com os representantes da Receita Federal na Prefeitura de Ciudad del Este e eles nos falaram sobre os números — que 700 crianças e jovens estavam atravessando a ponte sem documentos — ficamos realmente assustados. A partir daí, começou essa cooperação, esse esforço conjunto com as instituições estatais paraguaias e brasileiras”, afirmou.
“Essa operação da qual participamos é muito importante porque, tanto do nosso lado quanto do lado brasileiro, estamos demonstrando que nos importamos com nossas crianças, nossos jovens e nosso povo”, acrescentou.
Por sua vez, o senador Rubén Velázquez enfatizou o caráter histórico do dia. “Este é um evento histórico. Pela primeira vez, estamos realizando um trabalho binacional desse tipo, com instituições paraguaias e brasileiras atuando de forma coordenada em um ponto tão sensível como a cabeceira da ponte. Isso marca uma virada na forma como abordamos questões tão delicadas como o tráfico de pessoas.”
As autoridades concordaram sobre a importância de manter essas operações e avançar em direção a mecanismos de controle e identificação mais eficientes, a fim de proteger crianças e adolescentes.