
A reunião contou com a presença do vice-cônsul em Foz do Iguaçu, Moisés Quintana, e do representante da Receita Federal, Daniel Messias Linck, que desempenhou um papel fundamental na abordagem dessa questão sob uma perspectiva binacional. Também participaram Cynthia Alcaraz, do Ministério Público; Ever Giménez, da Direção Nacional de Migração; o delegado José Rolón, da Polícia Nacional; os defensores públicos Rodrigo Cuevas e Milder Caballero; e Graciela Sánchez, da Comissão Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CODENI), entre outros representantes institucionais.
Durante a reunião, foi abordada a situação na área da Ponte da Amizade, identificada como um ponto estratégico onde convergem diversos problemas relacionados ao tráfico de pessoas.
As autoridades concordaram que esse flagelo é um problema constante, que afeta principalmente pessoas vulneráveis, incluindo crianças e adolescentes. Em muitos casos, as vítimas são aliciadas com promessas de emprego, mas posteriormente são submetidas a condições de exploração.
Nesse contexto, foi enfatizada a importância do fortalecimento dos controles na área de fronteira, bem como da promoção de campanhas de conscientização voltadas ao público, com foco especial na proteção de crianças e adolescentes.
Também foi analisada a implementação de mecanismos para melhorar a identificação de menores que cruzam a fronteira, como a criação de um sistema de credenciais ou carteiras de identidade, que ajudaria a distinguir aqueles autorizados a exercer atividades legítimas daqueles que possam estar em situação de risco.
As autoridades reafirmaram seu compromisso de continuar trabalhando em conjunto, fortalecendo a cooperação entre as instituições paraguaias e brasileiras para prevenir esses incidentes e garantir a proteção dos setores mais vulneráveis.
